Lisboa: um Baú de História
Lisboa existe há mais de 2000 anos, pelo que em cada esquina se encontra História e histórias – até debaixo da terra. Vejamos alguns dos seus principais monumentos:
Castelo de S. Jorge
O castelo foi o centro da cidade medieval, pelas suas características de defesa e posição fronteiriça ao rio. Foi necessário um cerco de 3 meses para Afonso Henriques o tomar aos mouros; já o rei D. João de Castela cercou-o durante 4 meses, em 1384, até desistir.
Baixa Pomb
alina
Ao tempo dos romanos, a Baixa Pombalina já era um ponto central da cidade de Olisipo; o Tejo formava uma reentrância entre o Terreiro do Paço e o Rossio, onde se situava o porto. Por baixo da Rua da Prata, existe ainda hoje o criptopórtico, uma fantástica construção que continua a servir de suporte aos prédios que foram construídos no século XVIII, depois do terrível terramoto de 1755. Estas galerias podem ser visitadas apenas duas vezes por ano, por motivos logísticos; contudo, o racionalismo arquitetónico da Baixa transpira História em cada fachada.
Largo do Carmo
O Condestável Nuno Álvares Pereira, herói de Aljubarrota, escolheu o convento do Carmo para viver os últimos dias de vida. Mas o largo fronteiro ao Quartel do Carmo desempenhou também um papel fulcral na História recente de Portugal: foi aqui que o governo de Marcelo Caetano se rendeu ao Movimento dos Capitães, no dia 25 de abril de 1974.
Jerónimos e Belém
O Mosteiro dos Jerónimos foi uma obra iniciada por D. Manuel I, que o escolheu como panteão e lhe atribuiu um carácter de obra de regime em nome próprio, como os seus antepassados haviam feito na Batalha. A obra foi implantada no Restelo, uma aldeia fora de Lisboa que se assumia como o porto marítimo da cidade. Nesse mesmo sentido, D. Manuel mandou erigir a torre de Belém. Ambos os monumentos são expoentes do estilo arquitetónico manuelino.
O simbolismo histórico desta zona de Lisboa manifestou-se em 1940, quando o Estado Novo a escolheu para organizar a célebre Exposição do Mundo Português. Mais tarde, e pelos mesmos motivos, estabeleceu-se aqui o Padrão dos Descobrimentos.
