O Terramoto que Mudou Lisboa

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Decorria o ano de 1755 e Lisboa era uma das cidades mais importantes do mundo. Albergando cerca de 10 por cento da população nacional, de 3 milhões, Lisboa era um dos maiores portos comerciais da Europa, vital para o comércio que girava em torno do earthquakeAtlântico e mesmo do Mar Mediterrâneo. Lisboa era também um dos principais centros do Catolicismo, residindo aí grandes figuras da Igreja.

Foi então que, na manhã de 1 de novembro, dia de Todos os Santos, um sismo com uma magnitude estimada de entre 8,5 a 9,0 na escala de Richter atingiu a cidade, com efeitos catastróficos.
Com edifícios a cair e muitos em chamas, os habitantes da cidade procuraram refúgio junto ao Rio Tejo, em zonas abertas e próximas da água. Aquilo a que assistiram desafia a imaginação: as águas recuaram, deixando o leito do rio à vista, com restos de cargas e navios afundados a tornarem-se visíveis. O que não esperavam era que cerca de 40 minutos depois a água voltasse com a força destruidora de um tsunami que arrasou por completo as zonas baixas da cidade.
Estima-se que cerca de 10.000 a 100.000 pessoas tenham morrido, devido aos efeitos do terramoto e do tsunami, este que teve ainda mais duas ondas que varreram o que restava das zonas ribeirinhas.

Hoje em dia, o risco de um novo terramoto mantém-se e é importante estar-se preparado para a eventualidade.
As construções atuais são erguidas seguindo normas de segurança específicas, por forma a poderem resistir a sismos das mais elevadas magnitudes.

Após o terramoto, a zona baixa transformou-se na cadeia de ruas bem organizadas que hoje ligam a Praça dos Restauradores ao Terreiro do Paço e ao Rio Tejo, proporcionando uma experiência contrastante com a de bairros como a Mouraria ou o Bairro Alto que, em terreno mais elevado, resistiram à fúria das águas.